Dr. Leonardo Gomes

Como escolher um cirurgião plástico facial: 8 perguntas para fazer na consulta

A decisão mais importante da sua cirurgia acontece antes dela: escolher quem vai operar. Veja o que verificar, o que perguntar e quais respostas devem acender o alerta.

Dr. Leonardo Gomes

Dr. Leonardo Gomes · Cirurgião plástico facial

CRM-DF 17358 · RQE 14081 · PhD pela UNIFESP · 36 anos de face e pescoço

5 min de leitura
Dr. Leonardo Gomes em consulta

Existe uma verdade desconfortável na cirurgia plástica: o resultado é decidido antes de você entrar no centro cirúrgico. É decidido no momento em que você escolhe quem vai operar.

Este artigo não é sobre o Dr. Leonardo. É sobre você — e sobre as perguntas que qualquer pessoa deveria fazer a qualquer cirurgião antes de confiar o próprio rosto a ele. Use como roteiro na consulta. Inclusive na nossa.

Antes da consulta: o que verificar

  1. RQE em Cirurgia PlásticaRQE é o Registro de Qualificação de Especialista. Qualquer médico pode ter CRM; só quem fez residência ou título reconhecido na especialidade tem RQE. Ele deve estar visível no site e no consultório. Você pode conferir no site do Conselho Regional de Medicina do estado.
  2. Onde ele operaCirurgia facial é feita em hospital, com centro cirúrgico completo, equipe de anestesia e retaguarda de UTI. Consultório "adaptado" não é lugar de lifting nem de rinoplastia.
  3. Dedicação à faceUm cirurgião que opera "de tudo" opera menos rostos. Pergunte quantas cirurgias faciais faz por ano e há quanto tempo. Especialização de verdade se mede em volume e tempo.

As 8 perguntas para fazer na consulta

1. "Qual é o seu RQE e onde posso conferir?"

Um profissional sério responde na hora e sem incômodo. Hesitação aqui é sinal para levantar e sair.

2. "Que técnica você vai usar no meu caso — e por quê?"

A resposta deve ser específica para o seu rosto. "A que eu sempre uso" não é resposta. No lifting, por exemplo, você tem o direito de saber se será trabalhado o plano profundo ou apenas a pele — a diferença é enorme.

3. "Onde a cirurgia será feita e quem faz a anestesia?"

Nome do hospital, tipo de anestesia, se há anestesista dedicado durante toda a cirurgia. Essas respostas precisam vir sem rodeio.

4. "Quais são os riscos, e o que acontece se algo der errado?"

Toda cirurgia tem risco. Quem diz que não tem está mentindo ou não sabe. O que você quer ouvir é: quais são, como são prevenidos, e qual o plano se acontecerem.

5. "Como é o acompanhamento depois?"

Quantos retornos estão incluídos? Por quanto tempo? Com quem você fala se tiver uma dúvida às 22h de um sábado? O pós-operatório é metade da cirurgia.

6. "Posso ver resultados de casos parecidos com o meu?"

Fotos de antes e depois, com autorização dos pacientes, de casos semelhantes ao seu — mesma idade, mesmo tipo de problema. Um portfólio só de 25 anos não diz nada para quem tem 60.

7. "Eu sou realmente candidato a isso?"

A resposta mais valiosa que você pode ouvir numa consulta é "não, e vou explicar por quê". Quem diz não quando é o caso, diz sim quando é o caso. Quem diz sim para tudo, vende, não cuida.

8. "Quanto tempo você dedica a esta cirurgia?"

Um lifting deep plane bem feito leva horas. Se o tempo prometido parece curto demais, pergunte o que está sendo simplificado.

Sinais de alerta

  • Promessa de resultado ("vai ficar perfeito", "garanto")
  • Pressa para fechar, desconto por decisão rápida, "última vaga"
  • Não informar o RQE ou desviar da pergunta
  • Cirurgia fora de hospital para procedimentos maiores
  • Não pedir exames ou avaliação cardiológica
  • Falar mal de outros profissionais em vez de explicar o próprio trabalho
  • Fotos de antes e depois sem autorização visível, ou boas demais para serem verdade

Sinais de confiança

  • Explica com calma e em linguagem que você entende
  • Examina o rosto antes de falar em procedimento
  • Diz o que não vai fazer — e por quê
  • Fala de risco sem dramatizar nem minimizar
  • Tem um pós-operatório estruturado e um canal direto de contato
  • Você sai da consulta sabendo mais do que entrou, mesmo sem fechar nada

Uma palavra sobre segurança

Na equipe do Dr. Leonardo, o lema é simples: a vida humana está à frente da estética. A formação em cirurgia oncológica de cabeça e pescoço — onde o erro não tem margem — moldou uma forma de operar em que cada etapa é planejada para reduzir risco ao mínimo. É essa régua que você deve procurar, seja onde for.

Perguntas frequentes

O que é RQE e por que ele importa?

RQE é o Registro de Qualificação de Especialista, vinculado ao CRM. Ele comprova que o médico concluiu formação reconhecida na especialidade. Sem RQE em Cirurgia Plástica, o médico não é especialista, mesmo que se apresente como tal.

Como confiro o RQE de um médico?

No site do Conselho Regional de Medicina do estado (no DF, o CRM-DF), buscando pelo nome ou número do CRM. A especialidade e o RQE aparecem no cadastro.

Cirurgia facial pode ser feita em consultório?

Procedimentos pequenos, com anestesia local, sim. Lifting, rinoplastia e cirurgias maiores precisam de hospital, com anestesista e estrutura de suporte.

Quantas consultas devo fazer antes de decidir?

Idealmente duas ou três, com profissionais diferentes. Compare não só os resultados, mas a clareza das explicações e a segurança do plano.

Preço baixo é sinal de problema?

Não necessariamente, mas exige atenção: pergunte o que está incluído — hospital, anestesista, retornos, exames. Cirurgia barata que economiza em estrutura custa caro em risco.

Conteúdo informativo, elaborado pelo Dr. Leonardo Gomes (CRM-DF 17358 · RQE 14081). Não substitui a consulta médica. Cada caso é único e os resultados variam — nada aqui é promessa de resultado, em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023.

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